1º de setembro: Dia do Educador Físico!

Parabéns a todos os profissionais da área pelo seu dia!
1º de setembro: Dia do Educador Físico!

Parabéns a todos os profissionais da área pelo seu dia!
Imagine que seu filho amanheceu indisposto, com febre, náusea e outros sintomas, o que você faz? Leva o garoto ao médico, lógico! Pois se trata de um assunto referente a patologias. Nada contra as outras honrosas profissões, mas é do médico a competência e a responsabilidade profissional envolvida neste caso. Porém, se você ou algum parente for diabético, deficiente, membro de grupo de risco ou mesmo saudável e estiver sedentário e precisando praticar atividade física quem deve procurar?
Bom, o médico pode ser importante em um primeiro momento para diagnosticar alguma possível doença ou características genéticas que exijam uma atividade mais individualizada para seu filho, mas ele é incapaz (e lembre-se do conceito de “incapaz” apresentado no artigo “Diferente x Deficiente” há algumas semanas) de prescrever uma atividade física, pois não estudou e não conhece as reações do corpo humano quando em exercício (exceção para alguns médicos que atuam na área do esporte). Afinal, a grande maioria desta classe não está capacitada analisar o corpo humano quando em exercício. Não é de se estranhar que, sempre que alguém procura um médico para lhe indicar alguma atividade física, geralmente a indicação é a natação ou o judô. Pois dentre conhecimentos que possuem já é fato que a natação ou o judô podem trazer inúmeros benefícios aos seus praticantes, o que é correto, mas não são as únicas atividades que pode gerar tais benefícios. A própria natação não é a atividade mais adequada para um indivíduo que sofre de osteoporose. Além disso, sem uma orientação adequada, uma simples caminhada ou corrida matinal poderiam levar um indivíduo pertencente ao chamado “grupo de risco” a um infarto e até mesmo à morte.

Por isso outros profissionais da saúde também possuem sua importância (o médico, o nutricionista e o fisioterapeuta), sendo que cada tem uma atuação bem definida e, atuar dentro de uma área profissional para a qual não se possui conhecimento e competência é antiético e ilegal. Por isso, é importante que se procure o único profissional capaz de adaptar as necessidades físicas de cada indivíduo à atividade física desejada.
Este profissional é o Educador Físico. É este estuda as reações de um diabético, de um hipertenso, de um obeso ou de qualquer outro tipo de indivíduo durante uma atividade física. Possui conhecimentos que lhe permitem analisar e calcular quantas calorias cada pessoa pode e deve gastar em um exercício, assim como é capaz de avaliar a faixa de consumo de oxigênio ideal de uma determinada pessoa em uma determinada tarefa. Assim, possibilitam que, praticamente, todas as pessoas, possam praticar atividade física de forma segura e saudável.

Por fim, em virtude do preconceito que ainda existe com relação a classe dos educadores físicos, é importante que os indivíduos procurem indicações, se informar a respeito de cada uma delas e questionar o profissional em questão para avaliarem se será alguém capacitado para suas necessidades. Com certeza estas precauções não devem ser exclusivamente para quando se procurar um educador físico. Basta se lembrarem de que profissionais ruins existem em qualquer área. Não é por menos que, certa vez, quebrei II metacarpo da mão direita (osso do “indicador”), cheguei ao médico com a radiografia e o infeliz, na pressa de me liberar para atender mais pacientes, avaliou minha mão esquerda e me deu alta.
Como tudo começou!

Nesta segunda passada, 24 de agosto, o “Mathias – O Recordista” completou um ano de um compromisso sério analisando e divulgando novos pontos de vista sobre os assuntos, ética e moral presentes no cotidiano do esporte. Em virtude disso é válido dividir todos os créditos (críticas, sugestões e elogios) com todos os que sempre apoiaram este projeto. Além disso, também fazer uma rápida reflexão de como tudo começou.
A ideia do blog foi dada pelo meu grande amigo e publicitário Danilo Aroeira. O Aroeira é um grande amigo de infância com o qual estudei. Atualmente mora em SP, e, paralelamente ao seu trabalho desenvolve projetos também dentro da área dos quadrinhos, fato comprovado pelo seu site http://www.ad.art.br/ .Sempre tive o hábito de escrever e sobre assuntos diversos. Como amigo e por ser uma pessoa bem crítica o Aroeira sempre foi um dos primeiros a quem confiava algum texto. Logo ao fim dos Jogos Olímpicos de Pequim escrevi o texto “Vergonha na China..ops, na cara!”. Após enviar o texto ao Aroeira para que desse uma lida e apenas emitisse sua opinião sua resposta foi imediata. Apesar dos elogios ele lamentou que apenas ele estava tendo a oportunidade de fazê-lo, disse que eu tinha pontos de vista singulares a respeito de muitas questões e que devia dar um passo a frente e colocar a boca no mundo porque outras pessoas mereciam e teriam interesse em saber mais sobre estes assuntos.
O Aroeira sugeriu e me explicou como funcionava a ideia de um blog. Como sempre escrevi diversos tipos de textos e sobre diversos assuntos seria necessário escolher entre um destes temas para poder desenvolver os textos seguintes dentro da mesma linha e, assim, dar maior coerência e credibilidade ao conteúdo do blog. O assunto escolhido foi esportes, até mesmo pela minha formação academia e interesse. E, por perceber a carência de abordagens na área desportiva sobre “ética e moral” frequentemente estes tópicos tem estado presentes nos posts.
Considerada a ideia de iniciar o blog e escolhido o assunto foi a vez de escolher o nome do blog. Foi feita uma pesquisa de opinião online com amigos, familiares e demais contatos. Como já sabem o nome vencedor foi “Mathias – O Recordista”. Foi sugerido “Mathias” por muitos amigos me chamarem assim e “O Recordista”, seria o responsável por fazer a ligação do nome com os esportes.

Até hoje já são 45 posts, uma média de 3,75 por mês (considerando que entre dezembro e fevereiro a publicação foi mínima por “n” motivos). O post “Vergonha na China..ops, na cara!” é o que possui a maior quantidade de comentários e o “Ética, limite e falta deles!” é o post mais visitado até hoje. Isso demonstra o interesse dos leitores pelos conceitos de ética e de moral e por como estão presentes, ou deveriam estar, no ambiente desportivo. Além disso, “O Recordista” já recebeu elogios de alunos de escolas e de faculdades, de professores universitários, de jornalistas, Educadores Físicos e demais profissionais. Sendo que, várias vezes algum leitor entrou em contato para pedir autorização para citar parcialmente ou por completo algum dos artigos publicados no blog. O que mostra a relevância e aumenta a responsabilidade do que vem sendo publicado.
Sendo assim, fica aqui meu agradecimento pessoal a todos que fizeram e ainda fazem parte desta caminhada. E, em especial, ao meu amigo Danilo Aroeira, que acreditou que esta seria uma ideia viável e uma boa forma de divulgar minhas publicações. E, por estarmos falando de “O Recordista”, julguei importante postar a foto abaixo como forma de homenagear um dos maiores atletas da história do Brasil e do tênis de mesa nacional. Infelizmente, a imprensa e a sociedade ainda estão longe de dar a devida importância à carreira internacional (incluindo suas 9 medalhas de ouro em Pan-americanos) de Hugo Hoyama priorizando, muitas vezes, campanhas pífias do esporte e/ou atletas do futebol!


Itália, Espanha, Turquia, Portugal, Grécia, Alemanha e Inglaterra, eis a nova realidade do futebol mundial e aonde se encontram mais de 90% dos convocados para a seleção brasileira para a partida de 5 de setembro, contra a Argentina. A novidade é que Dunga parece estar aprendendo a lidar com a massa brasileira.
O treinador entendeu a importância de convocar atletas de equipes nacionais diferentes para melhorar a sua aceitação. Convocou Tardelli para o último jogo da seleção. Porém, o jogador que tem feito uma boa temporada entrou apenas por alguns minutos, ao fim da partida, provavelmente apenas para fazer uma média com a torcida atleticana. Agora é a vez de Adriano. Sei o que você está pensando, mas ele está em ótima fase, é artilheiro do Brasileirão! É um dos artilheiros, com certeza! Mas Val Baiano e Marcelinho Paraíba também possuem 10 gols e, ao contrário do “Imperador”, marcaram com bola rolando e/ou de faltas, não de pênalti, como grande parte dos gols feitos por Adriano. Ou será que nas próximas convocações. Será que na próxima convocação será a vez de um deles? Ou a seleção está apenas precisando de um batedor de pênaltis? Quem sabe?!
Pior do que isso só a incompreensível convocação de Robinho. O atacante mesclou uma temporada média a ruim em seu time inglês com apresentações sem o mínimo de brilho pela seleção brasileira. Se o argumento de afastar o garoto Pato foi fundamentado em sua jovialidade e sobre a necessidade de que amadurecesse, e se Robinho não anda fazendo a diferença (ao contrário do que acredita o “Galvão” e Cia.) qual seria a razão de manter o atacante do “City” como titular absoluto?

Curiosamente um dia após a redação de Esportes do Yahoo ter confirmado a transferência do atacante Emerson para os Emirados Árabes Unidos os sites da Folha e da ESPN afirmam que o Flamengo recusou a proposta para negociar o jogador com o Al-Ahli. Ainda segundo a Folha, o atleta chegou a demonstrar insatisfação no centro de treinamento rubro-negro após o treino.
Provavelmente tenha se frustrado por perceber que, desta forma, não alcançará a “fama” (conforme conceito abordado no artigo anterior: “Rumo à Fama?”). Outro fator que chamou a atenção foi a precipitação da confirmação da venda do atleta pela redação do Yahoo. É possível que seus redatores tenham se impolgado com a ida do atacante para a ”terra da fama”!

Segundo a redação de Esportes do Yahoo, o atacante Emerson não agüentou a o assédio deixará o Flamengo em busca da Fama no Al-Ahly, dos Emirados Árabes.
“Em busca da fama”? Quantos jogadores brasileiros foram jogar no Oriente Médio nos últimos dois anos, por exemplo? Quantos deles foram convocados para a seleção brasileira no período em que estiveram por lá? E, se você não consegue se lembrar, por que o atual treinador da seleção se lembraria? Seria realmente fama o que se esconde nas terras árabes?
Outro dia a Deborah Secco esteve no Altas Horas, programa de Serginho Groisman, na Globo. Ela comentou como são desertas as arquibancadas árabes durante as partidas de futebol. Disse que era uma das únicas pessoas a assistir às partidas (além dos Sheiks, lógico) e que era possível ouvir a voz do treinador de seu marido, o jogador Roger, do outro lado do campo durante os jogos. Ainda segundo a atriz, algumas vezes, quando seu marido fazia um gol e ela estava no estádio ele podia ir comemorar perto dela, afinal, não teria problemas com torcedores o agarrando. E, em certa vez, o atacante foi expulso, pulou a mureta entre o campo e a arquibancada e assistiu ao resto da partida ao seu lado. Seria esta a “tão sonhada fama” escondida no solo árabe?
Provavelmente a fama árabe não conheça mundo, ou o mundo ainda a não a reconheça. Talvez o próprio povo árabe ainda desconheça esta “sonhada fama” escondida em suas terras! Até porque a única “fama” sob as suas terras e das quais tem notícias é negra e líquida em não se encontra ao alcance de todos. Curiosamente, ao contrário do mercado do futebol fora destas terras, o futebol árabe é feito para torcedores-investidores (ou Sheiks) se preferirem. Afinal, se não é feito para despertar o interesse e a paixão de novos torcedores qual a finalidade de existir?
A verdade é que o futebol árabe vive uma realidade diferente quanto a investimentos e à necessidade de torcedores como consumidores dos produtos comuns oriundos do mercado do futebol (camisas e demais itens esportivos). E, quanto ao jogador Emerson, pode-se dizer que este trocou suas juras de amor ao Mengão por algo quantificável em cifras estrangeiras e bem diferente da fama.

No último dia 31 o site da “ESPN Brasil” publicou uma matéria dizendo que o presidente “Lula quer proibir venda de jogadores durante Brasileirão”. Lula teria defendido uma mudança no calendário do futebol nacional ou mesmo a criação de uma lei para impedir que os jogadores sejam negociados com o exterior no meio do Campeonato Brasileiro.
Como todos perceberam, após a ascensão do Corinthians para a série A e a conquista do Paulistão e a Copa do Brasil 2009, Lula resolveu demonstrar publicamente seu amor pelo clube. Obviamente que a sua preocupação se deu em virtude da transferência dos ex-corinthianos Douglas, André Santos e Cristian. Após a saída destes jogadores o “Coringão” teve uma queda de rendimento no Brasileirão e, parece, que o senhor presidente da República está disposto acabar com o suposto “desmanche” do Timão.
Curiosamente quando Keirrisson e Nilmar foram vendidos o senhor presidente do Brasil nem se lembrou de que existia futebol. Por falar nisso, sabe se lá se ele tem consciência de que existem outros esportes também neste país! Afinal, quando nossos ginastas olímpicos passaram dificuldades conseguirem ajudas financeiras e apoio de um clube não lhe veio a mente nenhuma ideia para “proibir” o “despejo” dos nossos atletas. E agora, como se não bastassem as lambanças que presenciamos no Governo Lula, incluindo o Mensalão e o apoio incondicional de Lula às “peripércias” provenientes do Senado (em especial ao Senador Sarney, que, segundo Lula, “não pode ser tratado como um cidadão comum”), o Senhor Presidente da República se lembrou do esporte, aliás, do futebol, ainda que por razões pessoais.
O presidente até apresentou um argumento interessante quando cita a mudança do calendário do futebol brasileiro para que a janela nacional seja compatível com a maioria das janelas de transferências do mercado externo, mas proibir não seria demais? Até porque dentro das responsabilidades do presidente da República (afinal, não vivemos mais em um regime ditatorial) não está incluído o direito livre de intervenção em questões deste tipo. E, se não fosse por meio de algum das “suas famosas medidas provisórias”, dificilmente este apaixonado corinthiano poderia tomar alguma providência para interferir diretamente neste assunto para salvar time deste processo.
Por fim, se comentando assuntos relativamente simples e que não te competem a sua autoridade nosso presidente já se atrapalha, imagine se o apertarem para falar sobre política, afinal não foi assim que descobrimos que o senador Sarney “não pode ser tratado como um cidadão comum”? Sendo assim, seria prudente que não se aventure a dissertar sobre religião e assuntos polêmicos do tipo!


Apesar de não vencerem os três brasileiros estiveram entre os nomes dos pilotos mais citados durante o último fim de semana da Fórmula 1. Rubinho pelo fraco desempenho e por pilotar o carro do qual saiu a mola que atingiu Felipe Massa. Massa, pelo susto do acidente e Nelsinho, por disparar contra seu próprio chefe publicamente.
Segundo Nelsinho, Briatore “é um empresário e não entende p.. nenhuma.” Curioso um homem que se mantém neste meio há tantos anos não entender nada dos assuntos referentes ao este meio. Também é curioso que outros pilotos são e/ou já foram comandados por Briatore, como é o caso de Kovalainen, Fisichella e Alonso, e não possuírem queixas do tipo.
Nelsinho já argumentou que seu carro foi inferior ao de Alonso durante a primeiras corridas do campeonato, que é prejudicado por hoje os testes não serem liberados, “tirou leite de pedra” para tentar justificar seu fraco desempenho, e mesmo após receber (segundo a equipe) o mesmo material oferecido ao seu companheiro Alonso continua sendo um dos únicos quatro pilotos que não ainda não pontuou nesta temporada. A questão é que a pressão tem sido grande sobre o brasileiro que busca respostas para seu fraco rendimento na categoria neste ano de 2009. Porém, ao contrário das categorias nas quais participou antes de chegar à Fórmula 1, desta vez não é seu pai quem comanda a categoria ou a equipe e o piloto não está acostumado com este tipo de ambiente.
Talvez o brasileiro até tenha razão ao afirmar que ainda lhe falta experiência de horas de pilotagem. Se fosse mais “rodado” o filho do tricampeão Nelson Piquet estaria mais bem preparado, não há dúvidas! Estaria mais apto a conduzir, mais apto a se portar, e também mais apto a conviver e a se relacionar com as pessoas que “não sabem p. nenhuma”, mas que são “mais rodadas” e possuem experiências maiores e consideráveis por viverem há mais tempo no “estranho ambiente” da Fórmula 1, principalmente quando este indivíduo for seu chefe. Para isso, talvez também fosse interessante que fosse necessário o piloto cortar o seu cordão umbilical e se tornar um profissional e mais profissional, do ponto de vista ético. Afinal, não são os seus resultados que estão sendo criticados, mas sua postura e suas atitudes para lidar com estes resultados, ou com a falta deles.


Novamente a sorte de Barrichello se mostrou proporcional a sua ética profissional. Após liderar a primeira parte do GP da Alemanha, o piloto terminou a corrida em sexto lugar. Com certeza o brasileiro foi prejudicado por um pit stop ruim e também por uma ordem de favorecimento ao seu companheiro, Jeason Button, mas o que se está em questão não é seu desempenho, mas a sua postura para com a sua equipe e suas declarações após a corrida.
Nas entrevistas, o brasileiro criticou diretamente a sua equipe, a Brawn GP. Se mostrou chateado e ainda declarou que “foi um show de como se perde uma corrida.” Fez questão de lembrar que conseguiu a liderança logo na largada e concluiu “então, basicamente, a Braw me fez perder a corrida. Se as coisas continuarem acontecendo assim, vamos perder o campeonato de pilotos e de equipes.”
Curioso o brasileiro se preocupar com o campeonato em equipes, afinal, até o presente momento do Mundial de 2009 tudo o que tem se visto são declarações de um piloto frustrado por não obter os mesmos resultados que seu companheiro de equipe, o qual teria “sorte” por ter vencidos tantas corridas neste ano.
O próprio Ross Brawn, chefe da Brawn, acredita que a irritação do piloto é decorrente da frustração sentida pela perda de um bom resultado. Porém, evitou polemizar as declarações do brasileiro e disse que, antes de qualquer declaração ou atitude, iria se informar para saber quais foram as palavras usadas pelo Barrichello.
Muitos podem não ter percebido, mas a resposta de Brawn a seu piloto ficou nas entrelinhas de sua fala. Brawn não expôs e ainda mostrou ao brasileiro o que é ética profissional e que isso deve fazer parte de qualquer equipe. Talvez este problema tivesse sido evitado se Barrichello tivesse lido o artigo “Ética, limites e falta deles”, publicado pelo “Mathias – O Recordista” em outubro de 2008. O texto deixa claro que “ser ético é fazer o que te beneficie, mas que não prejudique o outro” e ainda lembra um ditado antigo, mas também válido nesta situação: “roupa suja, se lava em casa”!