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Futuro presente!

Abril 22, 2009

Aproveitando a questão levantada no fim do artigo anterior sobre a extinção da equipe adulta de voleibol do Osasco é possível se fazer algumas reflexões sobre futuro do esporte de alto nível brasileiro.

Inicialmente é preciso ressaltar que a proposta de inclusão e formação de cidadãos por meio do esporte é relevante e indiscutivelmente essencial. Ainda assim, a extinção da atual segunda melhor equipe da Superliga feminina coloca em xeque o futuro do esporte de alto nível em nosso país. Além disso, já existem rumores de outros possíveis términos equipes do circuito nacional, a maioria devido ao encerramento do contrato com os patrocinadores e à dificuldade de se encontrar novos interessados.

Nesta última edição da Superliga, por exemplo, já foi possível se observar a dificuldade apresentada pela equipe feminina do Minas Tênis Clube, uma das equipes de maior história do nosso voleibol, em encontrar um patrocinador. Para não correr o risco de ficar de fora da edição 2008-2009 do campeonato nacional o Minas Tênis buscou reforços mais baratos e reforçou o grupo com sua equipe juvenil. Este fato gerou um aumento na quantidade de partidas realizadas por estas atletas juvenis e pode ter sobrecarregado algumas delas, como a ponteira Ivna Marra. O destaque da equipe que sofreu uma lesão no joelho, precisou operá-lo e desfalcou o grupo do Minas durante boa parte da competição.

É nestas horas que é preciso parar e avaliar a estrutura administrativa do esporte em nosso país e levantar diversas questões relevantes a este processo, independentemente de modalidade. É possível, e é essencial, questionar medidas tomadas pelos principais órgãos e dirigentes do esporte, como fez a “ESPN” em relação ao COB há pouco tempo, ou o como fez o próprio “Mathias – O Recordista” na época dos Jogos de Pequim. Com certeza estes assuntos nos remetem também a como tem se dado a aplicação das verbas (principalmente públicas) dentro dos setores de educação e esporte e, consequentemente, nos remetem a diversos episódios de corrupção, desvio de verbas e/ou mau investimento por parte de políticos brasileiros. Fato comprovado e denunciado pela revista “Veja”, de 22 de abril passado. A edição apresenta uma matéria segundo a qual deputados tem utilizado dinheiro público para gastos particulares. E enquanto a “zorra” continua no Congresso e em outras esferas administrativas do setor público, diversas áreas sofrem as conseqüências, como é o caso do esporte nacional. Ou vocês acham que a saga dourada de Cielo em Pequim é mérito do COB?

congresso-obscuro

Adeus Osasco!

Abril 22, 2009

osasco1 E agora?

               Após três títulos e cinco vice-campeonatos da Superliga feminina e diversos títulos estaduais a equipe adulta de voleibol do Finasa/Osasco é extinta. Mesmo a brilhante campanha de seis finais seguidas (2004 a 2009) na Superliga não foi o suficiente para impedir a decisão, a princípio, dividida entre a diretoria e o patrocinador. A medida deixou sem equipe sete das recém convocadas pelo técnico da Seleção Zé Roberto: Ana Tiemi, Natália, Adenízia, Camila Brait, Paula Pequeno, Thaisa e Sassá, além das demais jogadoras como Carol Albuquerque que junto às três últimas conquistou a medalha de ouro nos Jogos de Pequim.

            Em comunicado oficial, o Finasa justificou o fim da equipe em virtude da necessidade de uma reestruturação das atividades do Clube; sendo que, a partir de agora o trabalho será direcionado para programas de desenvolvimento de atletas nas categorias de base e inclusão social e de cidadania por meio do esporte na região. Os jovens participantes do projeto contarão com a estrutura, os investimentos dos últimos anos e o novo centro de treinamento que será inaugurado em breve.

                É possível que a medida faça parte de uma adaptação da estrutura administrativa do Clube, principalmente em tempos de crise. Porém, apesar do comunicado, não ficou claro se a decisão partiu do Clube ou apenas do patrocinador. Tampouco se existe alguma possibilidade de voltar a formar uma equipe adulta dentro de alguns anos. Por fim, levanta a questão sobre o futuro do esporte de alto nível em nosso país.