
O Taekwondo é uma arte marcial originada na região da Coréia do Sul há mais de 2mil anos atrás. Chegou ao Brasil na década de 1970 por meio de mestres coreanos que fugiam das guerras na região. Desde então começaram organizar eventos para atrair um maior número de praticantes as suas academias. Ao mesmo tempo, criaram Associações regionais responsáveis pela modalidade. Associações as quais, posteriormente, se oficializaram como Federações e Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD), como as demais modalidades esportivas. Desde então surgiram problemas políticos que se refletem na administração e no progresso do Taekwondo nacional ainda hoje, conforme comentado pelo “Mathias – O Recordista” no artigo http://matheusmathias.wordpress.com/2008/11/13/contrastes-de-um-taekwondo/ .
Estes órgãos foram criados em sua maior parte por estes mestres coreanos os quais, apesar do conhecimento técnico da luta, não possuíam formação e, por isso, competência para administrá-los. Outro problema que surgiu foi a disputa entre estes mestres para assumir o controle da Federação de seu respectivo Estado. Isso levou alguns dos que estavam à frente a criarem sanções quanto a participação dos demais em suas gestões, gerando problemas políticos e acusações mútuas que continuam a se arrastam até hoje.
Insatisfeitos pela sua não participação na administração alguns destes mestres criaram outras Federações de Taekwondo em seus Estados. Porém, como não é permitida a existência de mais de uma Federação representando e realizando eventos de uma mesma modalidade esportiva em um mesmo Estado (salvo me engano, pela regido “Lei Piva”) as Federações criadas posteriormente acabaram alterando seus nomes para “Liga” ou “Associação”, assumindo também o âmbito nacional. Mesmo assim, não deixaram de realizar eventos paralelos aos órgãos (Federações e CBTKD) juridicamente responsáveis pela modalidade.
Resumindo, é como se, no Futebol, Flamengo e Fluminense, Atlético e Cruzeiro, ou Corinthians e São Paulo não fossem membros das mesmas Federações e/ou órgão da modalidade e, consequentemente, não disputassem as mesmas competições. Consegue imaginar? Até porque, talvez exista algum atleta na Liga com potencial para alcançar os Jogos Olímpicos, mas, em virtude de toda esta briga política dificilmente poderá fazê-lo. Pois, apesar de não tê-la originado, está inserido neste meio e perdido, “como cego em tiroteio”. É como se alguns destes dirigentes estivessem dando um tiro no próprio pé e assassinando grande parte do que tem sido plantado ao longo de quase 40 anos. Obviamente que quem perde com toda esta politicagem é o Taekwondo nacional.


