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Taekwondo, a origem da politicagem!

Setembro 7, 2009

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          O Taekwondo é uma arte marcial originada na região da Coréia do Sul há mais de 2mil anos atrás. Chegou ao Brasil na década de 1970 por meio de mestres coreanos que fugiam das guerras na região. Desde então começaram organizar eventos para atrair um maior número de praticantes as suas academias. Ao mesmo tempo, criaram Associações regionais responsáveis pela modalidade. Associações as quais, posteriormente, se oficializaram como Federações e Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD), como as demais modalidades esportivas. Desde então surgiram problemas políticos que se refletem na administração e no progresso do Taekwondo nacional ainda hoje, conforme comentado pelo “Mathias – O Recordista” no artigo http://matheusmathias.wordpress.com/2008/11/13/contrastes-de-um-taekwondo/ .

          Estes órgãos foram criados em sua maior parte por estes mestres coreanos os quais, apesar do conhecimento técnico da luta, não possuíam formação e, por isso, competência para administrá-los. Outro problema que surgiu foi a disputa entre estes mestres para assumir o controle da Federação de seu respectivo Estado. Isso levou alguns dos que estavam à frente a criarem sanções quanto a participação dos demais em suas gestões, gerando problemas políticos e acusações mútuas que continuam a se arrastam até hoje.

          Insatisfeitos pela sua não participação na administração alguns destes mestres criaram outras Federações de Taekwondo em seus Estados. Porém, como não é permitida a existência de mais de uma Federação representando e realizando eventos de uma mesma modalidade esportiva em um mesmo Estado (salvo me engano, pela regido “Lei Piva”) as Federações criadas posteriormente acabaram alterando seus nomes para “Liga” ou “Associação”, assumindo também o âmbito nacional. Mesmo assim, não deixaram de realizar eventos paralelos aos órgãos (Federações e CBTKD) juridicamente responsáveis pela modalidade.

          Resumindo, é como se, no Futebol, Flamengo e Fluminense, Atlético e Cruzeiro, ou Corinthians e São Paulo não fossem membros das mesmas Federações e/ou órgão da modalidade e, consequentemente, não disputassem as mesmas competições. Consegue imaginar? Até porque, talvez exista algum atleta na Liga com potencial para alcançar os Jogos Olímpicos, mas, em virtude de toda esta briga política dificilmente poderá fazê-lo. Pois, apesar de não tê-la originado, está inserido neste meio e perdido, “como cego em tiroteio”. É como se alguns destes dirigentes estivessem dando um tiro no próprio pé e assassinando grande parte do que tem sido plantado ao longo de quase 40 anos. Obviamente que quem perde com toda esta politicagem é o Taekwondo nacional.

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Contrastes de um Taekwondo

Novembro 13, 2008

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No último dia 8 a FTEMG (Federação de Taekwondo do Estado de Minas Gerais) realizou o primeiro Fórum Estadual para Mestres da modalidade. Segundo o órgão, o evento teve como finalidade desenvolver o taekwondo estadual e promover a aproximação dos profissionais filiados. Foram realizadas palestras a respeito dos seguintes temas: Ética; administração; projetos; administração interna; marketing pessoal; procedimentos administrativos e direitos dos filiados. Após as palestras realizou-se uma mesa redonda para que os presentes pudessem discutir os temas apresentados.

A realização do evento citado soma-se a outros cursos freqüentemente promovidos pela FTEMG para incentivar e possibilitar o desenvolvimento e a reciclagem de árbitros, de professores e de treinadores da modalidade. Outro tipo de evento realizado de forma constante são os cursos preparatórios para exames de faixa preta, através dos quais os praticantes podem aperfeiçoar suas técnicas sob o olhar atento do Diretor Técnico da FTEMG, Mestre Marcelino Soares Barros, e sua competente equipe de mestres do Estado. Além disso, para garantir a evolução e atuação de seus profissionais filiados na área a FTEMG realizou, há um tempo, uma parceria com o CREF06 (Conselho Regional de Educação Física). Esta parceria permitiu aos professores de taekwondo (os quais não possuíam a graduação em Educação Física) realizassem um curso para se qualificarem e se registrarem no sistema CREF como profissionais provisionados. Esta medida os assegurou o direito de continuar trabalhando na área. Iniciativas como esta têm garantido a evolução do taekwondo em Minas Gerais e a dão maior respaldo às pesquisas que equiparam a organização, a transparência e a capacitação da FTEMG às qualidades dos órgãos responsáveis pelo voleibol, tidos como um dos melhores na área desportiva. Com certeza estas iniciativas e este reconhecimento só se fazem possíveis devido ao caráter e à dedicação de profissionais de respeito como o Mestre Marcelino.

Infelizmente, em nível nacional existem alguns fatores políticos que vêm prejudicando o desenvolvimento da modalidade e, conseqüentemente, os resultados de nossos atletas em nível internacional. Ao contrário do que esperado, as medalhas trazidas no último Pan e a medalha de bronze nos Jogos de Pequim não foram suficientes para pleitear maiores recursos para o desenvolvimento do taekwondo. A Seleção obteve sua pior posição em um campeonato no continente americano. O Campeonato Brasileiro de Poomsea de 2008 foi cancelado. Além disso, foram adotados critérios passíveis de discussão para selecionar atletas para o Campeonato Mundial de Poomsea.  Os critérios envolvem análise de currículo, declaração e comprovação de que o atleta “interessado” possui recursos próprios ou patrocínio para participar do Mundial. Este tipo de critério caminha na direção contrária aos princípios de qualquer esporte, pois torna a classificação excludente não por parâmetros técnicos, mas por fatores financeiros. Desta forma, impede que o atleta carente, mas bem qualificado supere ao adversário e a si mesmo e se classifique. Além disso, se o atleta deverá representar o país em um evento internacional, a captação e o fornecimento dos recursos para a viagem deste atleta cabem à Confederação da modalidade, ao Ministério e às Secretarias responsáveis pelo esporte. Estes órgãos só existem para possibilitar e desenvolver o esporte, caso contrário, se tornariam desnecessários! E agora, para completar, a elogiada EOP (Equipe Olímpica Permanente) foi dissolvida. Estes fatos comprovam a necessidade de mudanças administrativas e no planejamento do taekwondo nacional. Só assim haverá como impedir o regresso presenciado desde novembro de 2007, época das mudanças no Setor Técnico da CBTKD devido à renúncia do Vice-Presidente Técnico da época, Mestre Marcelino Soares.

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