O escândalo envolvendo o brasileiro Nelsinho Piquet foi confirmado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Em depoimento a FIA, o brasileiro confirmou que forçou o acidente. Porém, segundo a revista inglesa “Autosport”, os depoimentos de Briatore e de Symonds a FIA são contraditórios. Briatore diz que o sequer chegou a ser discutido, enquanto Symonds chega a afirmar que o autor da ideia foi Nelsinho e que eles a teriam rejeitado. A Renault tenta sair do foco deste conflito anunciando que irá processar os Piquet por envolvê-la nesta confusão, mas as contradições nos três relatos, principalmente dentre Briatore e Symonds, deixam subtendido que alguém está mentindo e que o acidente realmente foi premeditado.
Ainda assim, os depoimentos não isentam o brasileiro de culpa. Além disso, Nelsinho também não poderá apelar alegando ter sofrido coação de seus chefes, afinal, a decisão final pela aplicação do ato foi inteiramente sua. A Psicologia situações deste tipo como “Jogos Omissos, quando o autor não se vê como parte e responsável pelo problema. Neste caso específico, a Psicologia adota o termo “só estou cumprindo ordens”. Outro exemplo desta definição da Psicologia é o fato de, em uma guerra, um soldado torturar um prisioneiro e depois querer se isentar de culpa por estar realizando o que lhe fora ordenado.
Independentemente de quem e quantos forem os culpados pelo episódio, isso permite definí-lo como uma atitude extremamente anti-esportiva e anti-ética! E o pior, pode fazer com que os autores sejam julgados também por colocar em risco a vida do piloto em questão, dos demais pilotos, além dos fiscais e dos bandeirinhas que trabalharam no evento. É lamentável saber que um dos envolvidos neste triste episódio carrega a bandeira brasileira!








