Arquivo da categoria ‘Automobilismo’

Nelsinho! Um por todos, todos contra um!

Setembro 14, 2009

Briatore e Nelsinho         

          O escândalo envolvendo o brasileiro Nelsinho Piquet foi confirmado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Em depoimento a FIA, o brasileiro confirmou que forçou o acidente. Porém, segundo a revista inglesa “Autosport”, os depoimentos de Briatore e de Symonds a FIA são contraditórios. Briatore diz que o sequer chegou a ser discutido, enquanto Symonds chega a afirmar que o autor da ideia foi Nelsinho e que eles a teriam rejeitado. A Renault tenta sair do foco deste conflito anunciando que irá processar os Piquet por envolvê-la nesta confusão, mas as contradições nos três relatos, principalmente dentre Briatore e Symonds, deixam subtendido que alguém está mentindo e que o acidente realmente foi premeditado.

          Ainda assim, os depoimentos não isentam o brasileiro de culpa. Além disso, Nelsinho também não poderá apelar alegando ter sofrido coação de seus chefes, afinal, a decisão final pela aplicação do ato foi inteiramente sua. A Psicologia situações deste tipo como “Jogos Omissos, quando o autor não se vê como parte e responsável pelo problema. Neste caso específico, a Psicologia adota o termo “só estou cumprindo ordens”. Outro exemplo desta definição da Psicologia é o fato de, em uma guerra, um soldado torturar um prisioneiro e depois querer se isentar de culpa por estar realizando o que lhe fora ordenado.

          Independentemente de quem e quantos forem os culpados pelo episódio, isso permite definí-lo como uma atitude extremamente anti-esportiva e anti-ética! E o pior, pode fazer com que os autores sejam julgados também por colocar em risco a vida do piloto em questão, dos demais pilotos, além dos fiscais e dos bandeirinhas que trabalharam no evento. É lamentável saber que um dos envolvidos neste triste episódio carrega a bandeira brasileira!

Fudeu

Nelsinho, corrida contra o tempo e contra todos!

Julho 28, 2009

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          Apesar de não vencerem os três brasileiros estiveram entre os nomes dos pilotos mais citados durante o último fim de semana da Fórmula 1. Rubinho pelo fraco desempenho e por pilotar o carro do qual saiu a mola que atingiu Felipe Massa. Massa, pelo susto do acidente e Nelsinho, por disparar contra seu próprio chefe publicamente.

          Segundo Nelsinho, Briatore “é um empresário e não entende p.. nenhuma.” Curioso um homem que se mantém neste meio há tantos anos não entender nada dos assuntos referentes ao este meio. Também é curioso que outros pilotos são e/ou já foram comandados por Briatore, como é o caso de Kovalainen, Fisichella e Alonso, e não possuírem queixas do tipo.

          Nelsinho já argumentou que seu carro foi inferior ao de Alonso durante a primeiras corridas do campeonato, que é prejudicado por hoje os testes não serem liberados, “tirou leite de pedra” para tentar justificar seu fraco desempenho, e mesmo após receber (segundo a equipe) o mesmo material oferecido ao seu companheiro Alonso continua sendo um dos únicos quatro pilotos que não ainda não pontuou nesta temporada. A questão é que a pressão tem sido grande sobre o brasileiro que busca respostas para seu fraco rendimento na categoria neste ano de 2009. Porém, ao contrário das categorias nas quais participou antes de chegar à Fórmula 1, desta vez não é seu pai quem comanda a categoria ou a equipe e o piloto não está acostumado com este tipo de ambiente.

          Talvez o brasileiro até tenha razão ao afirmar que ainda lhe falta experiência de horas de pilotagem. Se fosse mais “rodado” o filho do tricampeão Nelson Piquet estaria mais bem preparado, não há dúvidas! Estaria mais apto a conduzir, mais apto a se portar, e também mais apto a conviver e a se relacionar com as pessoas que “não sabem p. nenhuma”, mas que são “mais rodadas” e possuem experiências maiores e consideráveis por viverem há mais tempo no “estranho ambiente” da Fórmula 1, principalmente quando este indivíduo for seu chefe. Para isso, talvez também fosse interessante que fosse necessário o piloto cortar o seu cordão umbilical e se tornar um profissional e mais profissional, do ponto de vista ético. Afinal, não são os seus resultados que estão sendo criticados, mas sua postura e suas atitudes para lidar com estes resultados, ou com a falta deles.

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Barrichello, a novela continua!

Julho 13, 2009

             Barrichello

             Novamente a sorte de Barrichello se mostrou proporcional a sua ética profissional. Após liderar a primeira parte do GP da Alemanha, o piloto terminou a corrida em sexto lugar. Com certeza o brasileiro foi prejudicado por um pit stop ruim e também por uma ordem de favorecimento ao seu companheiro, Jeason Button, mas o que se está em questão não é seu desempenho, mas a sua postura para com a sua equipe e suas declarações após a corrida.

             Nas entrevistas, o brasileiro criticou diretamente a sua equipe, a Brawn GP. Se mostrou chateado e ainda declarou que “foi um show de como se perde uma corrida.” Fez questão de lembrar que conseguiu a liderança logo na largada e concluiu “então, basicamente, a Braw me fez perder a corrida. Se as coisas continuarem acontecendo assim, vamos perder o campeonato de pilotos e de equipes.”

             Curioso o brasileiro se preocupar com o campeonato em equipes, afinal, até o presente momento do Mundial de 2009 tudo o que tem se visto são declarações de um piloto frustrado por não obter os mesmos resultados que seu companheiro de equipe, o qual teria “sorte” por ter vencidos tantas corridas neste ano.

              O próprio Ross Brawn, chefe da Brawn, acredita que a irritação do piloto é decorrente da frustração sentida pela perda de um bom resultado. Porém, evitou polemizar as declarações do brasileiro e disse que, antes de qualquer declaração ou atitude, iria se informar para saber quais foram as palavras usadas pelo Barrichello.

             Muitos podem não ter percebido, mas a resposta de Brawn a seu piloto ficou nas entrelinhas de sua fala. Brawn não expôs e ainda mostrou ao brasileiro o que é ética profissional e que isso deve fazer parte de qualquer equipe. Talvez este problema tivesse sido evitado se Barrichello tivesse lido o artigo “Ética, limites e falta deles”, publicado pelo “Mathias – O Recordista” em outubro de 2008.  O texto deixa claro que “ser ético é fazer o que te beneficie, mas que não prejudique o outro” e ainda lembra um ditado antigo, mas também válido nesta situação: “roupa suja, se lava em casa”!

Pais e filhos!

Junho 8, 2009

             Neste último domingo pilotos e chefes de equipes integrantes da Fota, Associação das Equipes de F-1 se reuniram para em virtude da preocupação dos times com o regulamento da FIA para o ano de 2010. Os próprios pilotos, preocupados com o futuro da categoria e, logo, de suas carreiras, teriam solicitado o encontro. As escuderias pretendem pressionar a FIA para que reveja alguns pontos do regulamento, dentre eles o teto orçamentário de R$ 129 milhões. Caso isso não aconteça, mesmo todas terem se inscrito para a próxima temporada, as equipes ameaçam abandonar a categoria.

             Segundo o site da Folha, uma idéia já estudada e apoiada pelos pilotos seria a criação de um campeonato paralelo. Para Felipe Massa, os melhores pilotos do mundo merecem correr na melhor categoria e com as melhores equipes do mundo e as medidas impostas pelo novo regulamento levaria a F-1 a ficar desinteressante.

             Caso os membros da Fota consigam convencer a FIA será possível afirmar que a solução encontrada por eles diante de suas respectivas dificuldades com as regras foi extremamente ousada e interessante. Afinal, seria um marco capaz de demonstrar a inversão de papéis presente na sociedade por meio da qual os “filhos” ditam as regras e exercem influência direta sobre a decisão dos “pais”.

Disputa fórmula 1

Disciplina é liberdade. Excesso de liberdade é suicídio!

Maio 27, 2009

 

Kaka

                O exemplo da Fórmula 1 é inusitado e gera opiniões adversas, mas nos leva a criar um paralelo com o futebol.

Veja o caso Kaká, por exemplo. Na época da polêmica e histórica oferta do Manchester City pelo jogador brasileiro o ex-atacante inglês Alan Shearer afirmou que, apesar de ser um dos melhores jogadores do mundo não vale os 100 milhões de euros que o Manchester City ofereceu por seus direitos. Para Shearer a transferência de um atleta deve ser influenciada pela possibilidade de conquistar títulos e não pelo dinheiro. Visão interessante e coerente. Não foi por menos que o presidente da UEFA, Michel Platini, na época também se mostrou inconformado com a oferta.

Segundo Platini, gastos como estes, feitos pelo donos do Manchester City, poderão deixar o clube administrativamente inviável futuramente; e, se um clube não conseguir lidar com essas cifras milionárias ele poderá ser banido das competições. Portanto, para o presidente da UEFA, este tipo de medida visa proteger o futebol.

Curiosamente, após este episódio e a ameaça do órgão europeu, as grandes transações passaram a ser destaque no mundo do futebol árabe e/ou asiático, onde sobram milionários. Para e pense quantos atletas e treinadores brasileiros, por exemplo, se destacaram e em seguida se transferiram para clubes de países como Catar e Uzbequistão. Ao mesmo tempo é curioso como esta escolha parece acompanhar a possibilidade de não poder ser mais convocado para a seleção do Brasil. Dando ainda a entender que quem a convoca só possui olhos para os palcos europeus e brasileiros. Por isso vários motivos podem ter influenciado estas transferências. Ainda assim, a questão é que, neste caso, algo mudou no mundo da bola.

 Mas quanto aos valores envolvidos nas transações do futebol é possível ainda utilizar outro exemplo, o de uma criança. É sabido que se crescer sem seus responsáveis mostrarem-na os limites pelos quais deverá se nortear qualquer criança poderá se iludir e acabar achando que tudo pode. Assim se tornará uma criança de difícil relação, egocêntrica e gananciosa. Atualmente, na Fórmula 1, a falta de regras para esta concorrência ameaça a credibilidade (inclusive comercial) da categoria nos próximos anos. Sem dúvidas foi o excesso de liberdade que deu força para que as grandes escuderias se vissem hoje no direito de exigir as condições de seus interesses. Portanto, mesmo se tratando de um sistema de concorrência (base do capitalismo), com relação ao futebol, por enquanto só é possível concluir que os grandes órgãos da modalidade flertam com o perigo da falta regras e limites para nortear quaisquer transações oficiais.

Fórmula 1

Maio 25, 2009

Circo de Interesses ameaça Mundial de 2010

             Segundo o site Lancenet, contrariando as demais grandes da Fórmula 1, a Williams se inscreveu nesta segunda-feira (dia 25/maio) para a temporada de 2010 da categoria. As escuderias teriam acordado não se inscreverem caso a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) não revisse as regras para o próximo Mundial. A FIA estipulou um teto orçamentário máximo de R$ 128 milhões por ano por equipe e quem quisesse gastar mais que isso teria uma série de limitações técnicas. A decisão da Williams teria se dado em virtude de julgarem a importância de honrarem um contrato com a Formula One Management (FOM) e a FIA para participar do Mundial de 2008 a 2010. A equipe afirma ter sido paga para participar e se sentir moral e legalmente obrigada a demonstrar que irá manter seu compromisso de participar da Fórmula 1.

             A medida de um teto orçamentário máximo faz parte de um pacote de medidas apresentado pela FIA para aumentar a competitividade dentre as escuderias e permitir uma melhor preparação dos setores financeiro e administrativo da categoria diante da atual crise econômica mundial e de possíveis futuras oscilações da economia mundial, o que afastaria novamente os investidores. Curiosamente, dentre estas medidas está o uso de um motor único para todas as equipes a partir de 2011. Para Di Montezemolo (presidente da Ferrari), o motor único vai contra os princípios de concorrência e desenvolvimento tecnológico do automobilismo esportivo pois “é impensável que construtores como Ferrari, Toyota, Mercedes, Honda, Renault e BMW aceitem colocar sua marca em máquinas feitas por outros”. Do ponto de vista publicitário esta medida também poderia não ser muito interessante, pois o que atrai o investidor é justamente a possibilidade de ver sua marca se destacar perante outras e não a igualdade. Afinal, qual grande empresa gostaria de patrocinar uma equipe com as mesmas condições de vencer que a patrocinada por um possível concorrente de menor expressão no mercado?

             A Ferrari chegou a acionar a Justiça Francesa contra as medidas impostas pela FIA, mas não obteve sucesso. Revoltadas as equipes ameaçaram não se inscreverem para 2010. Preocupado Bernie Ecclestone, dono dos direitos comerciais da categoria, chegou a declarar que não é de seu interesse ver a Ferrari fora da categoria a partir do ano que vem. Com certeza esta preocupação está diretamente relacionada ao afastamento de investidores diretos e indiretos que a saída da Ferrari e/ou de outras equipes de maior expressão possa ocasionar. O prazo para as inscrições das equipes em 2010 termina em 29 de maio mas, Ecclestone começa a dar sinais de que este prazo poderá ser estendido até que as coisas se resolvam.

É lenda!

Novembro 3, 2008

Quase ou sabotagem na última volta NÃO EXISTEM!

 

              Sejamos sinceros ao que se refere ao posicionamento do brasileiro Felipe Massa no campeonato de Fórmula 1 de 2008. Não existem: bateu na trave, quase, por pouco ou por uma curva. Isso tudo é lenda! Crucificar e desrespeitar o piloto alemão Timo Glock pelo vice de Massa também é injustiça. Qualquer pessoa sensata poderia avaliar as condições do tempo, da pista e do carro de Glock para refletir e constatar se realmente foi sabotagem! Infelizmente, parece que alguns torcedores exacerbados se acham no direito de encontrar e eleger um culpado e responsável pelo vice do brasileiro. Porque o nacionalismo é justificável, tudo pode! Será que se Glock cometesse algum erro ao ser ultrapassado e tirasse o inglês da corrida as cenas e as insinuações desrespeitosas no paddock seriam as mesmas? Nacionalismo é amor ao país e aos seus representantes, não pode ser confundido com a perigosa máxima de Maquiavel, “os fins justificam os meios”! Isso é hipocrisia e falta de educação! Ridícula participação destes torcedores brasileiros. Representantes de um nacionalismo feio, desprovido de ética e de valores morais (outra vez, a ética e a moral envolvidas)! Voltando ao assunto… Não existem pensar dizer “bateu na trave”, quase, por pouco ou por uma curva. Isso tudo é lenda! Que seja dita a verdade, o fato que existe é capacidade de ser regular com maior freqüência. Portanto, o campeonato não foi decidido na última volta, mas pela incompetência de uma grande escuderia chamada Ferrari!

Incoerências da Fórmula 1? Será?

Outubro 20, 2008

Faltando apenas uma corrida para o fim do Mundial de Fórmula 1 de 2008 é natural que o caráter nacionalista de muitos brasileiros os levem a questionar a classificação atual e o possível resultado deste Mundial da categoria. Os fãs do esporte ainda guardam em suas lembranças vários episódios infelizes da escuderia italiana e que prejudicaram nosso maior representante da atualidade, Felipe Massa. Vamos enumerá-los: uma aposta em pneus errados em Mônaco, a falha no reabastecimento no Canadá, a perda do motor na Austrália e na Hungria e, por fim, o episódio circense de Cingapura.

Segundo os resultados do site do “Grid Quatro Rodas”, até o GP da China Massa se mostrou como o piloto mais regular e, inclusive, com mais vitórias (5) em relação ao piloto inglês (4), Hamilton. E mesmo exposto às lambanças de sua equipe se mostrou capaz e merecedor do título por realizar boas atuações e conquistar estes resultados. Não precisaria ser brasileiro para perceber estas questões, basta ter senso crítico. Mas como brasileiro, é óbvio que me sinto indignado com os erros acima citados.

Conclusão? Massa é o melhor piloto da temporada, pelo menos até a China e por isto o título deveria ser dele, não acham? Infelizmente e sinceramente, eu não acho! Pensem bem, a Fórmula 1 é um esporte individual, certo? Errado! Não é por acaso que cada piloto conta com uma equipe de diversos mecânicos, dentre outros profissionais, até mesmo para um simples “pit-stop”. Recordo-me de um vídeo’que recebi por email certa vez o qual mostrava em câmera lenta cada um destes profissionais durante um “pit-stop” da Ferrari. Não me lembro bem do número, mas ultrapassava facilmente 25. Acredito que sempre haverá um piloto campeão, mas piloto algum chegaria a este posto sem a participação dos membros de sua equipe. Se apenas uma peça bastasse para um título, a seleção brasileira de futsal masculino não teria vencido a Espanha na final do mundial no domingo passado (dia 19 de outubro) praticamente sem a participação de um de seus melhores jogadores, o Falcão. Ou o cavaleiro Rodrigo Pessoa teria conquistado o bi-campeonato olímpico nos últimos jogos. Afinal, o que importa é o conjunto!

             Portanto, mesmo que exista um título e um prêmio para o piloto mais pontuado e também para a equipe mais pontuada, qualquer que seja o desfecho deste campeonato a Ferrari não se mostrou merecedora do título por equipes, por não ter feito um campeonato regular; e também não se mostrou merecedora do título de “melhor conjunto”. Pois, o título de campeão não se dá por merecimento ao melhor piloto, mas ao “conjunto de melhor piloto e de melhor equipe”.

(No Podium, Ferrari, Vermelho Vergonha!)           

Hamilton, “o brincalhão”!

Outubro 6, 2008

“Ich bin so gut wie Senna”, traduzindo, “Sou tão bom quanto Ayrton Senna.” Esta foi a frase da semana no blog “velocidade.org” dedicado ao automobilismo. Parece brincadeira, mas não foi. O inglês Lewis Hamilton teria soltado esta pérola durante uma entrevista a rede de TV alemã RTL. Sei que é um piloto com grande potencial, mas, ainda assim, gostaria de lembrá-lo de que ainda é cedo para tentar se comparar a pilotos grandiosos como Senna, Schumacher ou Prost. Antes disso, é importante que pense um pouco nos recordes destes pilotos, especialmente de Senna.

Segundo o site “Wikipédia”, Senna é o terceiro piloto da história em quantidade de vitórias em Gps, no número de pódios e nos pontos obtidos, só perde para “Schumi”e Prost. E é segundo na quantidade de Póle Positions. Ainda assim, devemos nos lembrar de que os resultados obtidos pelo alemão foram obtidos após competir durante dezesseis anos (1991 a 2006), os do francês durante ao longo de quatorze anos (1980 a 1993). Já os resultados de Senna foram conquistados durante, apenas, onze anos (1984 a 1994).

Senna também influenciou muitas mudanças no automobilismo. Foi um dos primeiros perceber a necessidade e a importância da preparação física para o piloto. Estudava e sabia a mecânica como poucos pilotos. Isto lhe permitia conversar e dar palpites aos seus mecânicos a respeito do seu carro e, conseqüentemente, complementou suas habilidades dentro de pista para que conseguisse ser campeão, guiando um dos carros mais fracos da história.

Depois de um ano de derrota em 2007 e de perceber a pressão que vem sofrendo em 2008, Hamilton parece precisar utilizar do artifício de se comparar a um dos maiores pilotos do Brasil e do mundo para tentar desestabilizar seu principal adversário, Massa, e/ou ainda criar  algum mecanismo de reforço para que ele mesmo, Hamilton, não perca confiança em si mesmo e seja derrotado novamente.  Por fim, vale lembrar que, em alguns quesitos, Senna sempre será incomparável, na coragem, na inteligência, na ética e na humildade. Hamilton, pode até conquistar o título desta temporada de 2008, mas ainda é prematuro em números e em cabeça para se comparar a um vencedor que, sequer, teria a oportunidade de lhe responder nas pistas. Caso contrário, teria se comparado a Prost ou ao Schumacher.