Posts de Novembro, 2008

Título nacional!

Novembro 29, 2008

A tragédia ocorrida em Santa Catarina comoveu o mundo esportivo brasileiro. Foram registrados mais de 100 mortos e milhares de desabrigados. A situação é tão crítica que os esforços para reconstruir as cidades podem demorar de um ano e não há como se estimar por quanto tempo a população dependerá de doações.

Sensibilizados com o fato, diversas figuras e instituições do esporte decidiram iniciar campanhas para ajudar na arrecadação de alimentos, roupas, cobertores, água potável e materiais de construção, principalmente. A federação catarinense de surfe e a Federação Paulista de golfe estão se mobilizando para ajudar as vítimas das enchentes. Já o instituto Ação Guga Kuerten já divulgou em nota que o seu trabalho em prol das vítimas terá duração de pelo menos seis meses. Das pistas também estão vindo ajudas. O evento de kart promovido pelo brasileiro Felipe Massa acabou adquirindo um caráter mais humanitário e terá postos de arrecadações no autódromo. Além disso, Massa, que já fez a sua doação, conseguiu o apoio de outras figuras do automobilismo, com o alemão Michael Schumacher. Do futebol vieram as iniciativas de diversos clubes, dentre eles o Atlético-PR, o Coritiba e o São Paulo para a arrecadação de diversos itens. É importante ressaltar que o elenco são paulino quebrou o regime de blindagem imposto pelo treinador Muricy Ramalho, nas últimas rodadas, em prol desta causa.

Obviamente já existem aqueles que fazem uso da sua imagem e/ou da sua condição para ajudar ao próximo, mesmo assim esta é uma situação atípica, afinal, os prejuízos são tamanhos que as ajudas e as iniciativas ainda serão necessárias e bem vindas por muito tempo! Portanto o mais importante não é ser famoso, mas a intenção de querer ajudar! Esta seria uma ótima oportunidade de algumas de nossas autoridades, inclusive da área esportiva, aparecerem e mudarem um pouco de suas respectivas imagens. De qualquer forma, fica aqui um agradecimento a todas as figuras públicas, instituições e demais cidadãos que não se esqueceram de que o esporte, além de resultados, possui responsabilidades sociais! Com certeza há todo um pesar pelo acontecido, mas, finalmente é possível elogiar algumas atitudes oriundas do nosso esporte! Felizmente teremos empate nesta luta pelo título nacional de solidariedade!

solidariedade-2

CAMPANHA: DUNGA, volte para os Contos de Fada!

Novembro 23, 2008

dunga-22

            É preciso dizer mais alguma coisa???

(Após a ironia, segue abaixo a opinião verdadeira do autor)

Sim, é preciso! Apesar da ironia no nome da suposta campanha, é preciso dizer algo mais. Realmente Dunga não é o único culpado! Talvez possa ser apontado como responsável por sua falta de capacidade para um cargo deste tipo, mas não é a única pessoa a ser criticada ou ainda a ser responsabilizada por ter caído de pára-quedas como treinador da seleção. Não é por menos que há a foto de um grande dirigente absolutista ao fim do artigo anterior. É possível, e bem provável, que este prêmio recebido pelo Dunga para se tornar treinador da seleção a canarinho seja uma forma de promovê-lo neste ambiente; mas, com certeza, existem outros “personagens encantados”, ou até providos de mágica, a serem mencionados antes deste salto do Dunga terminar. Dunga pode ter saltado de pára-quedas, mas quem o colocou no avião e o atirou lá de cima continua intocável e fora do foco de grande parte das críticas! Seria sua blindagem tão eficiente ou falta coragem aos indivíduos e às instituições que deveriam ser capazes de questionar posturas e decisões de nossos dirigentes?

Histórias, mágica e contos de fadas existem aos montes, até na imaginação das crianças. Tomara que os contos não continuem a ser difamados e confundidos com a política. Seria um choque ao lindo e mágico mundo das nossas crianças!

Dia de Circo!

Novembro 20, 2008

Tudo em nome da Copa!

esportes-fut-copa-cerimonia-pol

E ontem teve espetáculo? Teve, sim senhor! Na verdade, teve de tudo na reinauguração do estádio Walmir Campello Bezerra, o “Bezerrão”, na cidade satélite do Gama. Na busca do DF por ganhar mais pontos para sediar a abertura da Copa de 2014 tudo foi diferente e feliz. Pelé homenageado; dono do ponta pé inicial; feliz com o evento e os olhos cheios d’água. Galvão abraçando e feliz da vida de não ter o rei Pelé ao seu lado como comentarista; fato comprovado pela alfinetada do rei ao dizer que não tomaria broncas do Galvão na noite passada. A Seleção Canarinho resolveu marcar por este e pelo próximo ano. Seria quebra de jejum ou presente de natal e de páscoa adiantado? Para completar o que foi diferente, não se ouviu vaias ao Dunga. Que pena! Agora teremos que presenciar seu despreparo por mais um ano! Também, o espetáculo foi bem armado e organizado. Tanto que, o coro de “eu sou brasileiro” levou o próprio Galvão chegou a afirmar que o público presente não parecia assíduo de futebol. Seria uma ironia pela falta das vaias ou pelos ingressos reservados às autoridades e aos políticos?

O que não permaneceu inalterado? O bom humor e os foras do Galvão, reinaugurando algumas de suas falhas de dicção. Também não mudaram as falhas da defesa do Brasil nos gols portugueses. Também não mudou o fato de mais de 50 milhões terem sido torrados em um estádio de um time de divisão enquanto aos moradores da região sofrem em dividir com municípios vizinhos a carente estrutura de saúde que dispõe. A falta de palavra de alguns políticos se manteve firme e forte, no caso, pela promessa não cumprida de ingressos aos operários da reforma do estádio. Os benefícios de políticos e demais autoridades não sofreram grandes mudanças. Talvez pelo aumento no número de ingressos e das 1.242 reservas de estacionamentos garantidos às autoridades.

Quanto ao duelo Kaká x Cristiano Ronaldo, a imprensa tentou, mas a modéstia e a educação de Kaká também não foram alteradas. Fez uma bela atuação e demonstrou maturidade ao dividir este mérito com seus companheiros e ao evitar comparações com o português. Este, ao contrário, fez uma pífia atuação. Em campo, pareceu desmotivado, conformado pelo resultado e pela marcação ou mesmo preguiçoso. Também foi o protagonista de uma ou outra entrada (falta) desleal e autor da piada de português do dia. Perguntado pela imprensa brasileira (segundo o Galvão) se ele considerava-se o melhor jogador do mundo respondeu: “Sou o primeiro, o segundo e o terceiro!” Quanto orgulho para quem não apareceu sequer nos lances de gols da seleção portuguesa.

Destaques para a péssima atuação do goleiro e do setor esquerdo português e para as belas atuações de Luís Fabiano, Kaká e Robinho. Também é importante lembrar que, para alguns, a goleada pode iludir e causar perda amnésia quanto a outras atuações, mas não muda a opinião e a insatisfação quanto ao despreparo de Dunga. O placar final pode quebrar o jejum de gols e vitórias da “Era Dunga” e ainda ficar na memória até o ano que vem, mas não capacita o brasileiro como treinador de qualidade. O bom resultado apenas serve para demonstrar que Cristiano Ronaldo não é tão e perfeito quanto algumas mulheres acreditavam, ou, tão perfeito e incomparável quanto ele mesmo se julgava. Para completar, serve para apagar da mente da população os privilégios de políticos e a falta de investimentos em setores essenciais do DF e a incapacidade de Dunga como treinador de futebol! Há quem diga ainda que, devido ao clima de amistoso, antes da partida, houve uma troca secreta de treinadores entre as seleções!

Portanto, parabéns a todos os organizadores do espetáculo circense da última quarta, 19 de novembro! 

governador-df-e-ricardo-teixeira

Fanatismo!

Novembro 17, 2008

Quando o “amor” se confunde com a “violência”!

tentacao

O termo Hooligans é utilizado para classificar grupos de torcedores existentes no continente europeu, os quais se caracterizam por comportamentos violentos e destrutivos. Costumam ir aos eventos esportivos, utilizando o esporte e a paixão pelo time para o qual torcem, como desculpas para cometerem atos de violência, e demonstram prazer em confrontar com um grupo de torcidas de times rivais aos seus. Provavelmente uma forma de demonstrarem poder e força frente ao adversário. A Inglaterra tem se destacado negativamente em registros destes tipos de confrontos. O nível econômico dos times ingleses tem favorecido o crescimento do número de torcedores de suas equipes, sendo que alguns destes confundem os sentimentos em relação ao seu time. Existem outras características atribuídas aos Hooligans e que os diferem das torcidas organizadas brasileiras, mas o fato comum que permite compará-las é o cruzamento da linha entre o amor e o fanatismo pelo clube do coração.

Também é característica das torcidas organizadas brasileiras o flerte com o fanatismo. Infelizmente, grupos de torcedores, cegados por um ideal ilusório de poder e uma necessidade de afirmação, protagonizam cenas de ameaças e de violência, realidade cada dia mais comum. Estes grupos, que se dizem torcedores, não poupam nem os ídolos e os profissionais de seus clubes de seus atos agressivos. Não importa a posição dos seus times nos campeonatos. Só neste brasileirão surgiram casos de bombas no treino do Flamengo, protestos na sede do Grêmio, do Atlético mineiro, dentre vários outros. A última da vez foi a ação organizada da Mancha Alviverde, torcida do Palmeiras. Segundo o site da ESPN, um grupo formado por cerca de 20 integrantes da torcida encurralou a delegação palmeirense no saguão central do Aeroporto de Congonhas, na véspera do embarque para o Rio para a partida contra o Flamengo deste domingo, dia 16. Porém, o alvo principal pareceu ser Vanderlei Luxemburgo. Vanderlei foi agredido e revidou, deu queixa em uma delegacia e pretende levar o caso ao Ministério Público. Também deve solicitar proteção especial a ele e seus familiares. Provavelmente tratou-se de um ataque planejado, pois, segundo o treinador palmeirense, um dos mais influentes dirigentes da Mancha teria ligado para o clube para avisar que isso aconteceria.

O fanatismo é um retrocesso do ser humano, um murro na moral e na ética de toda e qualquer sociedade, pois se fundamenta no amor para pregar a idéia de um amor exclusivo e pleonasticamente único por direito. Sendo assim, capaz de atribuir poderes ilimitados a todo aquele que souber, ou ousar amar demais!

hitler1

Contrastes de um Taekwondo

Novembro 13, 2008

troca-pe

No último dia 8 a FTEMG (Federação de Taekwondo do Estado de Minas Gerais) realizou o primeiro Fórum Estadual para Mestres da modalidade. Segundo o órgão, o evento teve como finalidade desenvolver o taekwondo estadual e promover a aproximação dos profissionais filiados. Foram realizadas palestras a respeito dos seguintes temas: Ética; administração; projetos; administração interna; marketing pessoal; procedimentos administrativos e direitos dos filiados. Após as palestras realizou-se uma mesa redonda para que os presentes pudessem discutir os temas apresentados.

A realização do evento citado soma-se a outros cursos freqüentemente promovidos pela FTEMG para incentivar e possibilitar o desenvolvimento e a reciclagem de árbitros, de professores e de treinadores da modalidade. Outro tipo de evento realizado de forma constante são os cursos preparatórios para exames de faixa preta, através dos quais os praticantes podem aperfeiçoar suas técnicas sob o olhar atento do Diretor Técnico da FTEMG, Mestre Marcelino Soares Barros, e sua competente equipe de mestres do Estado. Além disso, para garantir a evolução e atuação de seus profissionais filiados na área a FTEMG realizou, há um tempo, uma parceria com o CREF06 (Conselho Regional de Educação Física). Esta parceria permitiu aos professores de taekwondo (os quais não possuíam a graduação em Educação Física) realizassem um curso para se qualificarem e se registrarem no sistema CREF como profissionais provisionados. Esta medida os assegurou o direito de continuar trabalhando na área. Iniciativas como esta têm garantido a evolução do taekwondo em Minas Gerais e a dão maior respaldo às pesquisas que equiparam a organização, a transparência e a capacitação da FTEMG às qualidades dos órgãos responsáveis pelo voleibol, tidos como um dos melhores na área desportiva. Com certeza estas iniciativas e este reconhecimento só se fazem possíveis devido ao caráter e à dedicação de profissionais de respeito como o Mestre Marcelino.

Infelizmente, em nível nacional existem alguns fatores políticos que vêm prejudicando o desenvolvimento da modalidade e, conseqüentemente, os resultados de nossos atletas em nível internacional. Ao contrário do que esperado, as medalhas trazidas no último Pan e a medalha de bronze nos Jogos de Pequim não foram suficientes para pleitear maiores recursos para o desenvolvimento do taekwondo. A Seleção obteve sua pior posição em um campeonato no continente americano. O Campeonato Brasileiro de Poomsea de 2008 foi cancelado. Além disso, foram adotados critérios passíveis de discussão para selecionar atletas para o Campeonato Mundial de Poomsea.  Os critérios envolvem análise de currículo, declaração e comprovação de que o atleta “interessado” possui recursos próprios ou patrocínio para participar do Mundial. Este tipo de critério caminha na direção contrária aos princípios de qualquer esporte, pois torna a classificação excludente não por parâmetros técnicos, mas por fatores financeiros. Desta forma, impede que o atleta carente, mas bem qualificado supere ao adversário e a si mesmo e se classifique. Além disso, se o atleta deverá representar o país em um evento internacional, a captação e o fornecimento dos recursos para a viagem deste atleta cabem à Confederação da modalidade, ao Ministério e às Secretarias responsáveis pelo esporte. Estes órgãos só existem para possibilitar e desenvolver o esporte, caso contrário, se tornariam desnecessários! E agora, para completar, a elogiada EOP (Equipe Olímpica Permanente) foi dissolvida. Estes fatos comprovam a necessidade de mudanças administrativas e no planejamento do taekwondo nacional. Só assim haverá como impedir o regresso presenciado desde novembro de 2007, época das mudanças no Setor Técnico da CBTKD devido à renúncia do Vice-Presidente Técnico da época, Mestre Marcelino Soares.

emocao-2

A Mala Branca Invisível

Novembro 10, 2008

Será?

mala-branca-invisivel

 

Após a chegada do São Paulo a liderança do campeonato brasileiro criou-se uma polêmica a respeito da possibilidade do tricolor “tropeçar” pelo caminho em alguma “mala branca”. O termo “mala branca” costuma ser utilizado quando uma equipe, interessada no resultado de um determinado jogo de outras, oferece algum tipo de recompensa a uma destas equipes. A suposta mala branca da vez seria oferecida pelo Palmeiras ao elenco da Portuguesa para que vencessem os são paulinos, no último dia 8.

Mesmo após a partida algumas pessoas fomentavam a discussão a respeito. O Sr. Carlos Augusto Silva (o “Leco”), diretor do São Paulo, declarou de forma irônica ter estranhado o comportamento dos jogadores da Portuguesa em busca de um resultado positivo. Além disso, acusou a diretoria da Lusa de ter feito contato com alguns dirigentes palmeirenses.  As declarações se basearam no fato de Estevam Soares, treinador da Portuguesa, ter almoçado com diretores do Palmeiras. Obviamente as falas de Leco chatearam Estevam que afirmou ter amigos no Palmeiras (clube no qual já trabalhou), assim como no São Paulo. Como prova citou um dia em que almoçou com o treinador são paulino.

Com ou sem mala branca, realmente não são válidos os comentários do diretor são paulino. A vida pessoal de Estevam não diz respeito a qualquer clube. O próprio almoço poderia, hipoteticamente, ter sido feito para estudar a volta do treinador rubro-verde para o verdão. Parece meio impossível, principalmente porque a figura a sair do cargo palmeirense em questão é um dos treinadores de maior renome nacional. Mas sinceramente não seria tão impressionante, tendo em vista algumas dificuldades que vem impedindo o Palmeiras de ser mais constante nesta segunda fase do campeonato. Além disso, não é preciso ser tão criativo para entender a vontade de vencer dos jogadores da Portuguesa. Basta olhar para a tabela. Da mesma forma como o tricolor busca se manter no topo, a Lusa luta para fugir do rebaixamento, assim como Vasco, Fluminense, e outros clubes.

                Será que não está claro? Ou o diretor tricolor tem certeza de que este tipo de “recurso” é o mais indicado e previsível nestes casos? Porque, algumas vezes, este tipo de certeza pode estar ligado à conivência. Principalmente quando não se existem provas concretas de que o “recurso” foi utilizado por outro(s). E, mesmo que oferecer ou receber mala branca não seja algo ilegal, não é uma postura ética. Logo, ser conivente também não seria algo ético. Moral da história? Para não surgirem margens de dúvidas, algumas vezes, é preferível não se ter tanta certeza do daquilo que será dito! E, se não há certeza, para que dizer?

BotafoRA!

Novembro 6, 2008

andre-luiz-e-o-cartao-1

Falhas da arbitragem? Revolta? Ou seria inconformismo diante da realidade? O que pode ter acontecido com a equipe do Botafogo na noite desta última quarta-feira, pela Copa Sul-americana? O “Fogão” precisava de uma difícil vitória, ainda que dentro de casa, para se classificar para a próxima fase da competição, mas esteve longe de consegui-la. Para um time em uma situação assim a equipe pareceu apática, sem agressividade, sem foco ou objetivo durante boa parte do primeiro tempo. Não foi por menos que sofreu o primeiro gol em menos de cinco minutos de jogo. Pareceu um banho de água fria na cabeça dos que ainda acreditavam na classificação. O segundo gol adversário, por volta dos 34, terminou de “apagar” o “Fogão”, esfriando tudo, o Botafogo, o Estudiantes (conformado com o resultado) e, conseqüentemente, o jogo. Durante o segundo tempo, os cariocas até ensaiaram uma reação, Lúcio Flávio converteu um pênalti aos 12 e André Luiz (curiosa e ironicamente, o nome do jogo) marcou aos 20. O que se viu a partir disso foi o de costume frente a uma equipe argentina, a velha “catimba” para, mais uma vez, esfriar o jogo e para “aquecer os esquentadinhos” da Estrela Solitária. Deu certo. Jogadores e comissão técnica se esqueceram da importância em se merecer um empate ou uma vitória, honrados e suados, ainda que sem a classificação. Perderam a paciência e cabeça e o nervosismo deu lugar às faltas; às discussões, aos protestos e aos descontentamentos em relação às marcações da arbitragem. E como não surgiram novos gols e a chuva não bastou para esfriar a partida novamente, só restou uma solução, chuva, de cartões. E não foram poucos! Sobrou (ou teria faltado?) cartão até para gente no banco do time alvinegro. Já que sobrou gente para “botar fogo”, o árbitro “botou fora”, aliás, “Fuera”.

Mas a cena da partida foi protagonizada pelo zagueiro André Luiz. Não, André não se destacou pelo belo e importante gol que havia marcado. Foi a sua falta de respeito e a sua falta de profissionalismo que ficaram marcados. Ao cometer uma falta em Verón, André recebeu o segundo cartão amarelo e ficou roxo de raiva. Revoltado e descontrolado o zagueiro correu até o árbitro e tomou-lhe o cartão das mãos. Disse (cuspindo de raiva) o que lhe veio à cabeça e mostrou o cartão para o árbitro. Assustado o árbitro não chegou a ter tempo de conferir que já era o segundo cartão do jogador, mas nem precisou para ter certeza do que deveria fazer, mandou André para o chuveiro mais cedo. Para completar a tristeza teve torcedor que ainda ovacionou a atitude do jogador! Se o que queriam assistir era palhaçada e despreparo deveriam ter trocado os seus ingressos pelo link do youtube no qual o humorista Tom Cavalcanti satiriza ex-candidato a prefeitura de Belo Horizonte, Leonardo Quintão. “Tom Quintão”, diga-se de passagem, muito bom! Outros atletas botafoguenses não souberam conter os ânimos após o início das “catimbas” argentinas, um bom exemplo desta afirmação a atitude do atacante Carlos Alberto que jogou Verón ao chão com uma peitada e não conformado, em seguida, colocou-lhe o dedo na cara.

É fato que em suas últimas partidas o Botafogo foi prejudicado pela arbitragem e isso deve ter gerado uma insatisfação no grupo, mas nada justifica a atitude infeliz do zagueiro alvinegro e de alguns outros jogadores que entraram na onda argentina. Se a razão de André ter agido desta forma for alguma falha da arbitragem, deveria ter sido mais sensato e se lembrar de que há sempre um Tribunal responsável por julgar os assuntos desportivos. E de Tribunal o Botafogo entende! Que bom, pois terá que se entender mais uma vez com um. Até porque alguém se esqueceu de avisar ao zagueiro que, se seu sonho é ser árbitro de futebol, antes é preciso fazer um curso, com prova e tudo mais, para só depois ser aprovado e estar apto (ainda que alguns não pareçam estar). Além disso, ficou uma dúvida no ar, se um jogador pode tomar o cartão da autoridade em campo para brincar de inverter os papéis, por que não, da próxima vez, deixar o árbitro bater o pênalti da vitória? Chuteiras ele já tem as próprias!

carlos-alberto-1

É lenda!

Novembro 3, 2008

Quase ou sabotagem na última volta NÃO EXISTEM!

 

              Sejamos sinceros ao que se refere ao posicionamento do brasileiro Felipe Massa no campeonato de Fórmula 1 de 2008. Não existem: bateu na trave, quase, por pouco ou por uma curva. Isso tudo é lenda! Crucificar e desrespeitar o piloto alemão Timo Glock pelo vice de Massa também é injustiça. Qualquer pessoa sensata poderia avaliar as condições do tempo, da pista e do carro de Glock para refletir e constatar se realmente foi sabotagem! Infelizmente, parece que alguns torcedores exacerbados se acham no direito de encontrar e eleger um culpado e responsável pelo vice do brasileiro. Porque o nacionalismo é justificável, tudo pode! Será que se Glock cometesse algum erro ao ser ultrapassado e tirasse o inglês da corrida as cenas e as insinuações desrespeitosas no paddock seriam as mesmas? Nacionalismo é amor ao país e aos seus representantes, não pode ser confundido com a perigosa máxima de Maquiavel, “os fins justificam os meios”! Isso é hipocrisia e falta de educação! Ridícula participação destes torcedores brasileiros. Representantes de um nacionalismo feio, desprovido de ética e de valores morais (outra vez, a ética e a moral envolvidas)! Voltando ao assunto… Não existem pensar dizer “bateu na trave”, quase, por pouco ou por uma curva. Isso tudo é lenda! Que seja dita a verdade, o fato que existe é capacidade de ser regular com maior freqüência. Portanto, o campeonato não foi decidido na última volta, mas pela incompetência de uma grande escuderia chamada Ferrari!