Gol contra, crianças, a bola da vez!
Por esta, nem o autor da frase “o futebol é uma caixinha de surpresas” esperava! Enquanto indivíduos sofrem com doenças, com a fome e com outras dificuldades a realidade no mundo do futebol literalmente ultrapassou os limites da imaginação da mais criativa criança. Como se não bastassem os valores absurdos atribuídos aos passes e salários de muitos jogadores, recentemente presenciamos o surgimento de duas novas modalidades nesta ilustre e sem noção realidade.
A primeira delas é a campanha “traga sua maleta e seja o mais novo dono de um clube inglês”. É…O governo britânico parece se preocupar bastante com o visto de visitantes e/ou imigrantes ilegais, mas se o sujeito estiver disposto a brincar de “Elifoot” as exigências mudam completamente. Para quem desconhece, “Elifoot”é um jogo de computador no qual o jogador é treinador e gerencia um ou mais clubes de futebol (como um dono que ainda escala). É a mais nova moda entre os magnatas e milionários. Realidade virtual reproduzida na vida real!
A última delas parece ser encabeçada pelo Milan. Segundo um site francês, o clube italiano já contratou o seu “mais novo reforço”; novo no sentido de recente e de idade mesmo. Edgardo Obregón é mexicano e tem apenas 9 anos de idade. Segundo outro site, a habilidade, os dribles e a visão de jogo do garoto o permitem atuar tanto como apoiador como centroavante. Esta é apenas uma medida adotada pela administração do clube em virtude da necessidade buscar jogadores cada vez mais baratos e para manter a qualidade do futebol um equilíbrio nas contas a médio e longo prazo. Tendo em vista os valores assumidos pelos passes e salários dos jogadores profissionais da atualidade, não duvido que a moda pegue! Quem sabe, até entre os milionários donos dos clubes ingleses?
Talvez seja uma brilhante solução para o fato de, há décadas, muitas crianças idealizarem o universo do futebol e sonharem em se tornar profissionais quando crescerem! Desta forma, se esquecerão de sonhar e de brincar para se profissionalizarem precocemente e, assim, viverem a realidade nua e crua do mundo adulto no qual o esporte, muitas vezes, já se separou dos seus propósitos educacionais. Quem sabe o poeta, também não atacou de profeta ao cantar que “é a gente grande quem tira o meu brinquedo da mão…tirou do músico a lira e envelheceu a canção”…?!
BONS ERAM OS TEMPOS NOS QUAIS “ESTA GENTE GRANDE” SÓ ENVELHECIA A CANÇÃO!





