
No último dia 14 o São Paulo enfrentou o Vitória pelo Campeonato Brasileiro. Após um lance de perigo do ataque do time baiano o meia Hugo e o zagueiro André Dias, ambos do São Paulo, se desentenderam e trocaram agressões verbais e físicas. Provavelmente em função de alguma intervenção do Departamento de Marketing do Clube, para evitar polêmicas e o surgimento de uma crise, ao fim da partida os jogadores, aparentemente, fizeram as pazes e deixaram o gramado abraçados.
Erroneamente o árbitro da partida, que deveria ter expulsado os dois jogadores, deu apenas um cartão amarelo para cada um, o que os deixa fora do próximo confronto do São Paulo, contra o Botafogo, no Rio. Porém, a decisão, provavelmente, influenciou o resultado da partida, tendo em vista que o Vitória passaria a ficar com dois jogadores a mais.
Ao ser questionado sobre o acontecimento o zagueiro André Dias afirmou que havia sido um lance normal de jogo, que este tipo de atitude é normal em um time que quer ser campeão e que o que houve foi uma falta de comunicação. Ambos teriam entrado em discussão porque cada um dizia algo e não se entenderam. O jogador também desconversou sobre o fato de ter agredido com companheiro com um soco, segundo ele foi “apenas um empurrão”; afirmou ainda que são amigos e que suas esposas até saem juntas. Por fim justificou toda a situação dizendo que “a vontade de vencer faz com que nós façamos coisas que não queremos”, completou o zagueiro são paulino. O meia Hugo também acertou André Dias com um tapa no rosto.
Caro André Dias, sem sombra de dúvidas discussões e cobrança fazem parte do ambiente de qualquer grupo que visa melhorar seu rendimento, mas não iluda a si mesmo e nem ao vosso público. Agressões, sejam elas verbais ou físicas, não condizem com a política de bom relacionamento do grupo, além do mais, a atitude de vocês (André e Hugo) durante a partida, os abraços e as justificativas após o jogo passam um exemplo extremamente ruim e reforçam uma visão antiética da competição. Afinal, segundo suas próprias palavras é possível se entender que, se for para ganhar, podemos fazer o que bem entendermos, até mesmo aos nossos companheiros de equipe (ou ainda adversários).
Pense bem na situação que este tipo de atitude gera. Amanhã, então, poderemos ver garotos jogando no recreio na escola ou atletas da base disputando uma competição, quando surge uma situação problema e a solução encontrada será a agressão, tendo em vista o exemplo destes “profissionais”! Imaginem se esta moda pega?











