Rivais, mas parceiros!

Julho 8, 2009 by matheusmathias

Escudo Vitória             &         Escudo Bahia  

            

             Jogadores do Vitória e do Bahia deixaram de lado a rivalidade e se uniram para abraçar uma campanha em prol de arrecadar fundos para a cirurgia da pequena Manu. A criança de 1 ano e 3 meses nasceu com uma atrofia nos nervos que ligam os olhos ao cérebro e, por isso, ainda não pode enxergar. Porém um novo método chinês, o qual utiliza células tronco, pode resolver o problema. Mas a cirurgia é cara e feita somente na China. O goleiro Viáfara foi um dos que mais se envolveu com a campanha e chegou a vender fotos autografadas e doou luvas e camisa em prol da causa.

             Curiosamente a notícia foi transmitida ao início do programa “Mais Você”, da Rede Globo, e não por um programa esportivo. Em tempos de “espetáculo” pela despedida do Rei do Pop, espero que a imprensa encontre um tempinho na “grade necrófila” da última semana para destacar ações deste tipo.

             Parabéns aos jogadores e aos dois clubes que tiveram consciência da importância de emprestarem suas imagens e prestígios para uma causa tão nobre!

(Maiores informações sobre o caso da Pequena Manu no site www.venhavermanu.com.br )

Viáfara

“Delicadeza”!

Julho 7, 2009 by matheusmathias

         D'Alessandro2

         Uma das maiores qualidades dos profissionais de sucesso é saber ouvir calado às críticas que recebe. O argentino D’Alessandro parece não corroborar esta afirmativa. Recuperado de uma tendinite, o jogador voltou ao time do Inter, mas não tem apresentado o futebol de qualidade. Também protagonizou uma cena triste na final da Copa do Brasil, quando foi expulso e tentou iniciar um tumulto na partida. Coincidentemente ou não, o atleta errou uma cobrança de pênalti na última partida do Inter (contra o Náutico) e sua equipe só venceu a partida por 2 a 0 após a entrada de Andrezinho em seu lugar. Por estas razões tem recebido críticas constantes.

         Novidade no futebol? Lógico que não! Sinceramente não seria o primeiro jogador a viver este tipo de situação. O que causou mais impacto foi a declaração do argentino em virtude das críticas recebidas. Segundo D’Alessandro os jornais tem cobrado muito dele e de forma injusta. O atleta ainda completou dizendo: “No mundo, somente três jogadores jogam bem sempre: Kaká, Cristiano (Ronaldo) e Messi. Se eu jogasse sempre bem, eu não estaria atuando no Brasil”.

         Será que o argentino tem faltado às aulas de mídia training? Pois é nestas aulas que os jogadores recebem orientações para aprenderem a se portar frente à mídia. Afinal, é um tipo de declaração preconceituosa, completamente anti-ética e indelicada. Principalmente porque se referiu ao país da torcida que o recebeu tão bem. Por melhor que seja o futebol dos três jogadores que citou o mundo da bola não está fundamentado apenas nestes jogadores, não é por menos que as especulações e negociações com estes já terminaram, mas as transferências na janela européia ainda geram polêmica e expectativas. Por isso, não tem o direito de se apoiar na imagem dos três para se promover. Inclusive por não ter condições de realizar esta comparação atualmente, ainda que seja verdade o fato dos melhores e mais valorizados estarem atuando na Europa não devia ter dito algo tão indelicado!

         Portanto, se está insatisfeito com as críticas que recebe que o jogador releve suas duas opções mais claras: pedir para sair e voltar para o seu país ou voltar a jogar bola! Quem sabe assim também não consiga uma boa proposta para se transferir para a Europa?

D'Alessandro

Gestão “Inovadora”!

Junho 28, 2009 by matheusmathias

             Luxa

             Que até o fim do ano o jogador Keirrison seria vendido para algum clube da Europa já era esperado por muitos, ok. O que muita gente não imaginou é que o episódio da transferência do atleta pudesse acontecer ainda neste mês de junho e que seria ofuscada por outro episódio envolvendo a demissão do treinador Vanderlei Luxemburgo. “Luxa” teria se irritado com a transferência do jogador para o Barcelona e chegou a declarar que sob seu comando o atleta não jogaria mais no Palmeiras. Segundo o treinador, Keirrison não comentou nada com ele a respeito da transferência e também faltou ao treino no último dia 26. O treinador ainda se gabou de ter segurado a onda diante a torcida quando o atacante foi pressionado pela falta de resultados.

             A resposta da diretoria Palmeirense se deu no fim da tarde do mesmo dia. Independentemente do desempenho palmeirense no Campeonato Brasileiro, Luxemburgo foi demitido por “quebra de hierarquia” dentro do Clube. Está certo que o treinador não é o responsável pelo departamento de comunicações do clube e, por isso, não precisaria ter oficializado esta declaração, mas, de qualquer forma, a questão a ser analisada é outra. Muito provavelmente, o que a diretoria classificou como “falta de hierarquia” apenas deixou mais claro o poder e a liberdade de ação e de decisão do parceiro dentro da Sociedade Esportiva Palmeiras.

             Este é o risco de se confundir e/ou se envolver o processo de desenvolvimento e transformação de um clube em empresa com a criação de parcerias. Todo e qualquer tipo de parceiro de um evento ou instituição, por exemplo, irá exigir e receber “direitos” por determinada porcentagem de cota que adquirir de acordo com o investimento que está destinando a determinado fim. Mas caso estes “direitos” comecem a ser transformados em poder a ponto de sujeitarem uma empresa aos completos caprichos do investidor, na verdade, o que temos é uma empresa sem hierarquia e com poder outorgado a este investidor. Diante desta situação, não seria melhor seguir a nova tendência européia e colocar a empresa/Clube a venda?

Sandálias da Humildade!

Junho 16, 2009 by matheusmathias

Sandália da Humildade            

             Sabendo que o Barcelona é o atual campeão da Uefa Champions League (tendo vencido o ex-clube de Cristiano Ronaldo) e que possui o melhor jogador do mundo no momento, Lionel Messi, todos tem criado expectativas e já imaginam como será a próxima temporada e comparam o potencial dos três mais falados jogadores do momento (Messi, Cristiano e Kaká). Não é por menos que o clube madrilenho está tentando contratar o máximo de estrelas possíveis para ofuscar a estrela do time da Catalunha. Porém, Cristiano Ronaldo demonstra um excesso de auto-confiança e se acha capaz de ofuscar adversários de seu nível sozinho.

             Porém, não contente por protagonizar a maior transferência da história do futebol e, talvez incomodado com o fato da repercussão gerada pela transferência de Kaká ter sido bem maior, Cristiano parece estar fazendo de tudo para criar polêmica e ganhar a atenção da mídia.

             Ao ser questionado, admitiu que não se importa se os críticos o odiarem por sua transferência. “Gosto de ver o ódio nos olhos deles. Ouvir seus insultos. Não me importo” – disse o meia-atacante português. Provavelmente, incomodado com a pressão e as comparações com Messi, Ronaldo ainda disparou que não tenho que invejar Messi em nada e que não se compara com outros “Eu sou Cristiano Ronaldo e posso ganhar mais medalhas que qualquer outro.” Para completar a capacidade de se auto-elogiar, o “portuga” ainda afirmou em entrevista que tem consciência de que está entre os melhores dos melhores.

             A crítica feita não é com relação ao potencial do jogador, isso não se discute no momento. A questão é outra, se é sabido que atletas e equipes deste nível possuem uma estrutura para treinamento em diversas áreas e para se desenvolverem da melhor forma e, ainda que tudo isso seja apenas parte do marketing planejado para o jogador de vez em quando seria interessante alguém ajudá-lo a evoluir e sair de sua bolha egocêntrica. Afinal, o planeta e o universo são muito maiores do que a do Cristiano e este ano, ou no próximo, pode surgir um novo nome para melhor do mundo e que ele nem esteja entre os três melhores. Além disso, vários outros grandes jogadores já calçaram as sandálias da humildade antes de abrirem a boca. Não é por menos que as poucas declarações dadas por Messi antes da final da Uefa Champions League enfatizavam as capacidades dos dois finalistas, o potencial de seus companheiros de equipe e mudavam o foco de “disputa” Messi x Cristiano Ronaldo” para “Barcelona x Manchester United. Resultado, Barça campeão com bela atuação de Messi. Sendo assim, baixe a bola e apenas jogue bola, Cristiano, porque, pelo menos por enquanto, seu talento está apenas nos pés.

Portugal vs BŽlgica

Pais e filhos!

Junho 8, 2009 by matheusmathias

             Neste último domingo pilotos e chefes de equipes integrantes da Fota, Associação das Equipes de F-1 se reuniram para em virtude da preocupação dos times com o regulamento da FIA para o ano de 2010. Os próprios pilotos, preocupados com o futuro da categoria e, logo, de suas carreiras, teriam solicitado o encontro. As escuderias pretendem pressionar a FIA para que reveja alguns pontos do regulamento, dentre eles o teto orçamentário de R$ 129 milhões. Caso isso não aconteça, mesmo todas terem se inscrito para a próxima temporada, as equipes ameaçam abandonar a categoria.

             Segundo o site da Folha, uma idéia já estudada e apoiada pelos pilotos seria a criação de um campeonato paralelo. Para Felipe Massa, os melhores pilotos do mundo merecem correr na melhor categoria e com as melhores equipes do mundo e as medidas impostas pelo novo regulamento levaria a F-1 a ficar desinteressante.

             Caso os membros da Fota consigam convencer a FIA será possível afirmar que a solução encontrada por eles diante de suas respectivas dificuldades com as regras foi extremamente ousada e interessante. Afinal, seria um marco capaz de demonstrar a inversão de papéis presente na sociedade por meio da qual os “filhos” ditam as regras e exercem influência direta sobre a decisão dos “pais”.

Disputa fórmula 1

2014, a sede das Sedes!

Junho 2, 2009 by matheusmathias

Copa 2014

             Deixando de lado o fator cultural exercido pela modalidade no nosso país é preciso analisar a importância financeira de uma Copa no Brasil. O futebol é uma importante atividade econômica nacional e, apesar de ainda engatinhar no campo do Marketing, é certo que movimenta diversos outros setores seja de forma direta ou indireta. Por isso sediar uma Copa pode ser importante, mas, após definidas as 12 cidades que serão sedes da Copa de 2014, é preciso que algumas reflexões sejam feitas. Primeiramente, corroborando com a ideia do jornalista Mauro Cezar Pereira, da ESPN, é possível se afirmar que “a escolha foi política”, por isso preocupa, ou deveria preocupar toda a sociedade. Afinal, como no Pan do Rio e como na Cidade da Música, boa parte do evento será bancada pelos cofres públicos. E é preciso um modelo de gestão dotado de estratégias de investimento planejadas e seguras para evitar erros e corrupção e, sendo assim, os gastos excessivos e/ou desnecessários.

             Também por se tratar se uma escolha política fica um grande questionamento. Nem todas as sedes escolhidas possuem um futebol de nível profissional. Portanto, como serão mantidos os estádios nestas cidades? Vejam o caso de Manaus, que para candidatura solicitou e recebeu o apoio de duas grandes empresas com sedes na Capital Amazonense, será que estas empresas estão interessadas em manter a estrutura exigida pela FIFA? Se a existência de um Engenhão ou mesmo a de um Complexo como o Maria Lenk já é revoltante, imaginem os novos “acampamentos de moscas” que a Copa poderá nos trazer! Afinal, se existe alguma fórmula para garantir retorno financeiro a quem tenha dinheiro para investir nestes novos estádios, que ela seja divulgada, porque a experiência com o Pan revelou que os órgãos públicos ainda a desconhecem!

             Por fim, será que as reformas planejadas para os estádios já existentes são viáveis? Ou o ideal seria a demolição para a construção de algo mais moderno e mais barato, como fizeram na Inglaterra há alguns anos? Sem contar nos problemas estruturais que, talvez, estas reformas poderão mascarar. Ou estas “plásticas” pretendidas irão tornar e manter os estádios mais seguros e confortáveis após a Copa?

             E as exigências de melhorias nas estruturas da cidade, como transporte, serão solucionadas? Ou será criada uma malha de transporte capaz apenas de ligar as áreas nobres nas quais estão os hotéis às proximidades dos estágios?

             Portanto, é possível se afirmar que de garantia, por enquanto, tem-se apenas a Copa e os nomes das sedes; principalmente porque a disputa política agora será entre as cidades sede para ganharem o direito de escolher ou de influenciar quais os jogos serão realizados em seus respectivos gramados.

Disciplina é liberdade. Excesso de liberdade é suicídio!

Maio 27, 2009 by matheusmathias

 

Kaka

                O exemplo da Fórmula 1 é inusitado e gera opiniões adversas, mas nos leva a criar um paralelo com o futebol.

Veja o caso Kaká, por exemplo. Na época da polêmica e histórica oferta do Manchester City pelo jogador brasileiro o ex-atacante inglês Alan Shearer afirmou que, apesar de ser um dos melhores jogadores do mundo não vale os 100 milhões de euros que o Manchester City ofereceu por seus direitos. Para Shearer a transferência de um atleta deve ser influenciada pela possibilidade de conquistar títulos e não pelo dinheiro. Visão interessante e coerente. Não foi por menos que o presidente da UEFA, Michel Platini, na época também se mostrou inconformado com a oferta.

Segundo Platini, gastos como estes, feitos pelo donos do Manchester City, poderão deixar o clube administrativamente inviável futuramente; e, se um clube não conseguir lidar com essas cifras milionárias ele poderá ser banido das competições. Portanto, para o presidente da UEFA, este tipo de medida visa proteger o futebol.

Curiosamente, após este episódio e a ameaça do órgão europeu, as grandes transações passaram a ser destaque no mundo do futebol árabe e/ou asiático, onde sobram milionários. Para e pense quantos atletas e treinadores brasileiros, por exemplo, se destacaram e em seguida se transferiram para clubes de países como Catar e Uzbequistão. Ao mesmo tempo é curioso como esta escolha parece acompanhar a possibilidade de não poder ser mais convocado para a seleção do Brasil. Dando ainda a entender que quem a convoca só possui olhos para os palcos europeus e brasileiros. Por isso vários motivos podem ter influenciado estas transferências. Ainda assim, a questão é que, neste caso, algo mudou no mundo da bola.

 Mas quanto aos valores envolvidos nas transações do futebol é possível ainda utilizar outro exemplo, o de uma criança. É sabido que se crescer sem seus responsáveis mostrarem-na os limites pelos quais deverá se nortear qualquer criança poderá se iludir e acabar achando que tudo pode. Assim se tornará uma criança de difícil relação, egocêntrica e gananciosa. Atualmente, na Fórmula 1, a falta de regras para esta concorrência ameaça a credibilidade (inclusive comercial) da categoria nos próximos anos. Sem dúvidas foi o excesso de liberdade que deu força para que as grandes escuderias se vissem hoje no direito de exigir as condições de seus interesses. Portanto, mesmo se tratando de um sistema de concorrência (base do capitalismo), com relação ao futebol, por enquanto só é possível concluir que os grandes órgãos da modalidade flertam com o perigo da falta regras e limites para nortear quaisquer transações oficiais.

Fórmula 1

Maio 25, 2009 by matheusmathias

Circo de Interesses ameaça Mundial de 2010

             Segundo o site Lancenet, contrariando as demais grandes da Fórmula 1, a Williams se inscreveu nesta segunda-feira (dia 25/maio) para a temporada de 2010 da categoria. As escuderias teriam acordado não se inscreverem caso a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) não revisse as regras para o próximo Mundial. A FIA estipulou um teto orçamentário máximo de R$ 128 milhões por ano por equipe e quem quisesse gastar mais que isso teria uma série de limitações técnicas. A decisão da Williams teria se dado em virtude de julgarem a importância de honrarem um contrato com a Formula One Management (FOM) e a FIA para participar do Mundial de 2008 a 2010. A equipe afirma ter sido paga para participar e se sentir moral e legalmente obrigada a demonstrar que irá manter seu compromisso de participar da Fórmula 1.

             A medida de um teto orçamentário máximo faz parte de um pacote de medidas apresentado pela FIA para aumentar a competitividade dentre as escuderias e permitir uma melhor preparação dos setores financeiro e administrativo da categoria diante da atual crise econômica mundial e de possíveis futuras oscilações da economia mundial, o que afastaria novamente os investidores. Curiosamente, dentre estas medidas está o uso de um motor único para todas as equipes a partir de 2011. Para Di Montezemolo (presidente da Ferrari), o motor único vai contra os princípios de concorrência e desenvolvimento tecnológico do automobilismo esportivo pois “é impensável que construtores como Ferrari, Toyota, Mercedes, Honda, Renault e BMW aceitem colocar sua marca em máquinas feitas por outros”. Do ponto de vista publicitário esta medida também poderia não ser muito interessante, pois o que atrai o investidor é justamente a possibilidade de ver sua marca se destacar perante outras e não a igualdade. Afinal, qual grande empresa gostaria de patrocinar uma equipe com as mesmas condições de vencer que a patrocinada por um possível concorrente de menor expressão no mercado?

             A Ferrari chegou a acionar a Justiça Francesa contra as medidas impostas pela FIA, mas não obteve sucesso. Revoltadas as equipes ameaçaram não se inscreverem para 2010. Preocupado Bernie Ecclestone, dono dos direitos comerciais da categoria, chegou a declarar que não é de seu interesse ver a Ferrari fora da categoria a partir do ano que vem. Com certeza esta preocupação está diretamente relacionada ao afastamento de investidores diretos e indiretos que a saída da Ferrari e/ou de outras equipes de maior expressão possa ocasionar. O prazo para as inscrições das equipes em 2010 termina em 29 de maio mas, Ecclestone começa a dar sinais de que este prazo poderá ser estendido até que as coisas se resolvam.

Bola Murcha!

Maio 6, 2009 by matheusmathias

Rainha e comentarista!

hortencia

                A nova diretora do departamento feminino da Confederação Brasileira de Basquete, Hortência, aproveitou a cerimônia de posse do presidente Carlos Nunes, ontem (dia 05/maio), no Rio de Janeiro, para manifestar seus votos de boa sorte ao novo comandante da CBB e, de quebra, fez uma infeliz comparação!

                A rainha disse que desejou sorte ao novo presidente e afirmou que “o basquete está precisando. Sorte é trabalho, mas é preciso ter estrela”. Provavelmente, seu posto como comentarista na Globo a lembrou que seria importante explicar o que queria dizer, por isso definiu sorte como equivalente a trabalho. Curiosa foi a forma que encontrada pela diretora para definir “estrela”.

                Segundo a matéria do jornalista Adalberto Leister Filho, pela Folha de são Paulo, a ex-jogadora disse que “Rubinho Barrichello, por exemplo, tem estrela, apesar de muitos dizerem que não. O problema é que a estrela dele fica na bunda. Quando ele senta no cockpit, ela apaga”, completou a nova responsável pelo departamento feminino da CBB, gerando gargalhadas dos dirigentes presentes.

                Ainda que competência profissional não esteja ligada a fama e a prestígio (se é que é isso que a ex-jogadora imaginou ao dizer “é preciso ter estrela”), ficaram no ar duas questões: Primeira, será que o novo acordo ortográfico da língua portuguesa também levou a mudança de significado de algumas palavras? Ou foi contagiada pelas famosas pérolas de um dos comentaristas de televisão com o qual tem convivido? Bem, certeza só fica uma, independentemente dos resultados de Barrichello na pista ao longo de sua carreira, é provável que Hortência tenha se esquecido de que os seus pensamentos devem ser filtrados pela exigência ética e profissional presentes no meio público e esportivo nos quais está inserida há anos. Principalmente por se tratar de uma dirigente.

Pisou na bola!

Maio 4, 2009 by matheusmathias

leao-p1

               No intervalo da segunda partida da final do campeonato mineiro o treinador Emerson Leão perdeu a cabeça e invadiu o campo. Leão se mostrou revoltado com a arbitragem e agrediu verbalmente a bandeira Katiuscia Mendonça e ainda a chamou de covarde. Curioso este tipo de conduta vir de um profissional que cobra tanto de seus atletas postura e disciplina. Principalmente ele reclamara sem razão de lances que as imagens da televisão se mostraram a favor do trio de arbitragem.

Provavelmente, o treinador ficou abalado com a goleada sofrida na primeira partida da final e com a derrota para o Vitória pela Copa do Brasil e percebeu que havia ficado difícil da equipe atingir seus objetivos. Talvez seja mais simples procurar “boi de piranha” do que assumir as falhas de seu grupo. Não foi por menos que a atitude de alguns jogadores do Atlético pareceu refletir a postura, ou a falta dela, de seu comandante.

Independentemente das derrotas não é preciso ser atleticano para perceber que, mesmo sem o título mineiro, a equipe do Galo demonstrou uma melhora em relação ao ano passado. Mas, de fato, Leão pisou na bola. Nada justifica o desrespeito.

Também, na próxima, talvez seja interessante que coloque uma TV no banco de reservas, assim, todos acompanharão os lances com maior clareza, inclusive ele. LEão sai e a diretoria atleticana rapidamente contratou seu substituto, Celso Roth. Ou teria Leão o substituído? Afinal, desde a contratação de Leão a diretoria do Clube não havia deixado claro que a sua preferência era por Celso Roth?